Teoria Matemática (da Informação)

Teoria Matemática (da Informação) - estuda a transmissão da mensagem através de canais mecânicos com o objetivo de medir quanta informação pode ser transmitida evitando as distorções (ruídos). Descreve o processo de comunicação somente de maneira técnico-instrumental. 

Modelo Shannon e Weaver


Rabaça e Barbosa definem a Teoria Matemática como: 

Teoria científica, voltada para a formulação e o entendimento matemático dos processos de transmissão de informações, ou seja, para o estudo do comportamento estatístico dos sistemas de comunicação. A necessidade prática de quantificação da informação, para definição da capacidade de determinados canais, determinou o surgimento da teoria da informação, inicialmente na engenharia de telecomunicações (com estudos de Nyquist, Harley e Shannon) e posteriormente aplicada também à engenharia eletrônica e à cibernética (com os trabalhos de Wiever). A materialidade da comunicação e o fato de ser a informação uma quantidade mensurável são os pontos de partida fundamentais para a formulação dessa teoria, segundo Abraham Moles: "Comunicar de maneira próxima ou distante é transportar alguma coisa. Essa coisa que é transportada é a complexidade, e o primeiro resultado trazido pela teoria é que a informação difere essencialmente da significação. A informação não é senão a medida da complexidade". Para Moles, a significação não é transportada porque se apóia num conjunto de convenções a priori comuns ao receptor e ao transmissor, e portanto preexiste potencialmente à mensagem. Os significados são "despertados" nas pessoas pelos sinais que lhes são correspondentes. Assim, o que interessa para a teoria da informação não é o valor, o significado ou a utilidade do que se comunica, não é o conteúdo dos sinais, mas sim a quantidade de informação, o imprevisível, a originalidade (em oposição à redundância), o campo estatisticamente construído pelos sinais transmitidos. Marcello d'Azevedo propõe uma distinção entre teoria física da informação (voltada para o estudo dos elementos que integram o processo comunicativo: fonte, mensagem, transmissor, canal, receptor, feedback etc.) e teoria matemática da informação (voltada essencialmente para a quantificação da informação e para a formulação metalinguística, baseada na estatística clássica, dos processos de transmissão de informações). Sobre a utilidade da teoria da informação para o estudo do processo comunicacional, Márcio Tavares d'Amaral observa que "tratar a comunicação através das categorias de informação, redundância, ruído e entropia é sem dúvida útil de um ponto de vista descritivo e operacional. Neste sentido, a teoria da informação há à cibernética, à teoria dos sistemas, à sociologia, à economia e a outros setores das ciências humanas. Mas não poderá nunca esgotar nem dirigir o conhecimento global da comunicação. Não é nem toda a eventual ciência da comunicação, nem sua teoria piloto. Sob esse aspecto, teoria da informação é rigorosamente diferente da teoria da comunicação".