Pós-Verdade

O termo relaciona ou denota circunstâncias em que fatos objetivos são menos influentes na formação da opinião pública do que apelos à emoção e crença pessoal. Um traço definidor da política pós-verdade é a repetição feita por ativistas de seus pontos de vista, mesmo que estes sejam claramente falsos segundo os meios de comunicação ou peritos independentes. A pós-verdade difere da contestação tradicional e da falsificação, tornando a verdade de importância "secundária". O termo pós-verdade (post-truth) foi usado pela primeira vez em 1992 por Steve Tesich em um artigo para o jornal The Nation sobre um escândalo sobre a atuação da mídia na Guerra do Golfo, ele disse: "nós, como um povo livre, decidimos livremente que queremos viver em um mundo pós-verdade". A origem contemporânea do termo é atribuída ao blogueiro David Roberts, que se referiu a pós-verdade em 2010, em uma coluna para o jornal Grist. Contudo, o termo tornou-se comum durante as campanhas para a eleição presidencial de 2016 nos Estados Unidos e no referendo sobre a adesão à União Europeia no Reino Unido. Ainda no mesmo ano, o  Dicionário Oxford a declarou a palavra internacional do ano. 

As guerras de panfleto, que surgiram com o crescimento da impressão e o início da alfabetização no século XVI, foram descritas como uma forma primitiva de política pós-verdade. Atualmente, a política da pós-verdade foi impulsionada por uma combinação do ciclo de 24 horas de notícias, falso equilíbrio nas coberturas jornalísticas e a crescente onipresença das mídias sociais.