D.com - Dicionário de comunicação social

Nosso Dicionário de Comunicação Social On-Line - D.Com tem a finalidade de acumular todas as terminologias úteis e jargões das áreas de jornalismo, publicidade e propaganda, relações públicas e comunicação social, além de neologismos que surgiram com o advento da internet e das novas tecnologias. Por isso, está em constante atualização e aprimoramento.

Era dos meios de comunicação de massas

 A “penny press”, no século XIX, inaugurou a era dos meios de comunicação de massas – e o jornalismo profissional. Seu modelo bem-sucedido foi expandido para o rádio, em seguida para a TV. Nos meios eletrônicos, a informação passou a ser disseminada gratuitamente. A comunicação de massa era uma via de mão única: havia poucos emissores (os jornais, rádios e TV) – mas inúmeros receptores. O tamanho da audiência determinava o sucesso da comunicação. Quanto mais gente uma mensagem atingia, melhor para quem comunicava e maior era o sucesso comercial.

Jornalismo Analítico - Analista

O Jornalismo Analítico, praticado pelo Analista, não se confunde com opinião ou comentário.

"O mesmo que articulista, no passado. Usualmente, assina a sua análise, que é um artigo ou comentário interpretativo em profundidade. O analista, porém, move-se num espaço maior que o do antigo articulista, ao concentrar-se de preferência nos fatos, buscando a dimensão de uma notícia por dentro da notícia, e não só de uma reflexão. O termo analista é mais usual na contrainformação. Designa quem faz a análise política, ideológica, científica ou estrutural de um trabalho ou de uma publicação." Bahia

Conselho Editorial

"Formalmente, grupo de profissionais recrutados no próprio veículo, de personalidades convidadas ou de leitores especiais (políticos, intelectuais, etc.), cuja finalidade é acompanhar e debater a linha editorial, sugerir procedimentos de política de informação, examinar originais a serem publicados, etc. Informalmente, função desempenhada pelo próprios editorialistas em comum om a direção, cabendo aos editoriais refletir as posições debatidas e aprovadas por maioria." Bahia

Mercado de Bens Simbólicos

A implantação de uma “indústria cultural” passa a caracterizar a cultura como um investimento comercial. Um bem simbólico se configura quando a um objeto artístico ou cultural é atribuído valor mercantil, sendo consagrado pelas leis do mercado ao consumidor, bem como de produtos de bens simbólicos. Os anos 40 e 50 são considerados como o início da sociedade de consumo. Nas décadas de 60 e 70 se definem pela consolidação de um mercado de bens culturais. A televisão se concretiza como veículo de massa. Há grande expansão de bens culturais, atingindo uma ampla massa consumidora. É significativo o crescimento da publicidade, produção editorial de livros, revistas, filmes, de cinema, e discos do mercado fonográfico.

Desregulamentação das Telecomunicações

O padrão de desenvolvimento das telecomunicações no Brasil para a formação do Sistema Telebrás acompanhou o modelo prevalecente na Europa, cuja característica principal foi a existência de uma empresa estatal, construindo as redes de comunicação e provendo os serviços telefônicos, além de fomentar o desenvolvimento da pesquisa e da tecnologia [...]. As estruturas de telecomunicações no mundo basearam-se, até a década de 70, na tecnologia analógica e se configuravam como monopólios naturais, públicos ou privados. A partir do final da década de 60, iniciava-se o período de mudanças que culminou com a total reestruturação das telecomunicações no mundo. Esse processo estabeleceu a digitalização das redes, elemento técnico fundamental para o desenvolvimento das (Tecnologias da Informação e da Comunicação), e a quebra dos monopólios. 

Grupo de Pressão

O Grupo de Pressão é uma organização temporária, o subgrupo do grupo de interesses em dados momentos, que visa a obter, por intermédio da pressão seus objetivos.Esses grupos existem para influenciar o poder, tentar modificá-lo e adaptá-lo segundo as necessidades e vontades do interessado. O grupo de pressão é constituído por líderes de pensamento de uma comunidade, por uma determinada organização ou qualquer combinação de organizações que procura exercer influência sobre outro grupo, no sentido de forçar uma mudança de atitude.

Teoria da Recepção

Teoria da Recepção é uma teoria de análise do fato artístico ou cultural que enfoca sua análise no receptor. Entre os estudiosos que enfatizam o papel do receptor no processo comunicativo destacam-se Jesus Martin-Barbero e Stuart Hall. Para Hall, "um texto" não é aceitado passivamente pela platéia ou pelos leitores, mas que estes interpretam e fundamentam outros significados a partir da experiência individual e cultural. Assim o texto literário ou artístico é criado não pelo artista, mas na relação estabelecida entre o objeto e o receptor ou leitor.

Quarto Poder

A liberdade de imprensa é um dos pilares da democracia, e a imprensa exerce o papel de fiscal dos agentes do Estado. Por isso ela é considerada o quarto poder.

Ensaio

O ensaio é um gênero opinativo que se utiliza do conhecimento adquirido com a experiência, a observação e o entendimento da polifonia e da polissemia dos temas que nos cercam. Busca o equilíbrio entre a razão e a emoção e se propõe a tecer sentidos nos mais diversos campos do saber. 

Estudos Culturais

Estudos Culturais (cultural studies) – Escola inglesa do fim dos anos 1950. Os estudos se basearam na abordagem estética e ética ligadas às práticas das culturas populares. Nela, os meios de comunicação sustentam e reproduzem a estabilidade cultural. Os meios de comunicação se relacionam com o sistema social, continuidade e transformação da cultura e o controle social. As pessoas são “produtores e “consumidores” de cultura ao mesmo tempo. É a única teoria que concebe o receptor ou destinatário da mensagem como agente crítico da cultura de massa. 

Todos os direitos reservados (C) 2015 Comuniqueiro